quinta-feira, 12 de março de 2009

Adiamento


A Fifa adiou para o final de maio a escolha das 12 sedes para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
Ao que parece, a decisão de não definir as sedes no dia 20 desse mês foi motivada pela acirrada disputa que acontece nos bastidores.

A mudança é resultado de um acordo da Fifa com o Comitê Organizador.

Estariam garantidas nove cidades: Rio de Janeiro (final), São Paulo (mais cotada para a abertura), Brasília (também luta para realizar a abertura), Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Curitiba e Porto Alegre.

Disputam três vagas: Natal, Florianópolis, Belém, Manaus, Rio Branco, Cuiabá, Campo Grande e Goiânia.

Desrespeito

Como se não bastasse a dívida crescente e os minguados títulos conquistados nos últimos anos (os campeonatos estaduais perderam muito de sua importância) , o Flamengo "nos brindou" com o desrespeito dos atuais jogadores com os ídolos rubro-negros.

O atual goleiro do time, Bruno, teve a audácia de discutir com uma das maiores glórias do Mengão, o ex-jogadorAndrade, membro da comissão técnica do futebol rubro-negro.

Andrade foi campeão mundial e da Libertadores da América em 1981 num time recheado de craques como Zico, Júnior, Leandro, Raul, Mozer e Adílio, entre outros. Ele venceu quatro títulos brasileiros pelo Flamengo e um pelo Vasco, em 1989, sendo o recordista em conquistas nacionais junto com Zinho, que ganhou os títulos brasileiros de 1987 (com Andrade) e 1992, pelo Flamengo, além de duas conquistas com o Palmeiras, no bi-campeonato de 1993/1994, e uma pelo Cruzeiro, em 2003.

O que está acontecendo com o Mais Querido do Brasil? Salários atrasados, alguns jogadores desmotivados e outros que se arvoram em assumir uma postura de "donos do clube", sendo o caso mais recente do goleiro Bruno. Um bom goleiro, mas que perdeu o respeito da galera rubro-negra pela atitude grosseira com o ídolo Andrade.

Quando um clube começa a desrespeitar seus ídolos é um claro sinal de que o fundo do poço chegou. Porém, ainda existem grandes exemplos, e um deles é Zico. O ídolo maior da história do Flamengo saiu em defesa de Andrade, em declaração ao jornal O Globo. "O que o Andrade não ganhou? Ele é campeão do mundo, o maior vencedor de campeonatos brasileiros junto com o Zinho. É assim: quem não paga, não tem como punir".

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segunda-feira, 9 de março de 2009

Transformando paixão em recursos

O sucesso de clubes europeus como Milan, Barcelona, Arsenal e Real Madri pode ser medido pelo profissionalismo de seus dirigentes. Existe uma estrutura que evita a figura do dirigente- torcedor, que mesmo que tenha "boa intenção" geralmente não é capaz de exercer uma gestão eficiente.

O Flamengo, clube de maior torcida do Brasil, terá eleições esse ano. Nesse momento renasce a esperança nos torcedores rubro-negros do surgimento de uma nova liderança que conduza o clube ao seu lugar de direito, o topo do ranking do futebol nacional e internacional, com títulos e saudável financeiramente. Porém, um nome que é sinônimo de competência e amor verdadeiro ao clube, Leonardo, gerente de futebol do Milan, não largará o prestígio e a estrutura do time italiano para uma aventura num Flamengo encalacrado em uma dívida que supera os R$ 200 milhões.

O ex-lateral do Flamengo, São Paulo e Seleção Brasileira disse, ainda agora no programa Bem, amigos, sob o comando de Galvão Bueno, no Sportv, que assumir o Flamengo, nesse momento, seria a vontade de seu coração. Mas, pela razão, continuará no Milan.

Estamos falando de um clube com 32,6 milhões de torcedores e que foi considerado o de maior torcida do mundo segundo dados divulgados pelo site da revista "Mundo Estranho"(Editora Abril) . De acordo com a pesquisa, em segundo está o Chivas Guadalajara, com 30,8 milhões; e em terceiro, América do México, com 26,4 milhões. O Corinthians ficou em quarto, com 23 milhões. Outro brasileiro é o São Paulo, em sétimo, com 15,3 milhões.

E como transformar tanta paixão em recursos para a contratação de craques e a criação de uma estrutura como a dos clubes europeus? A resposta é conhecida de todos: investir pesado em uma gestão moderna, ousada e criativa.