sábado, 28 de março de 2009

Parceria contra a crise



A parceria tem sido uma solução encontrada por gestores para resolver crises e buscar soluções criativas e eficazes em seus negócios. A união de forças é a melhor maneira de vencer obstáculos. E um exemplo disso é o acordo firmado entre Brasil e Inglaterra para intercâmbio de informações sobre futebol, nas áreas de formação de árbitros e jogadores.

O anuncio foi feito pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, na última quinta-feira, dia 26, em São Paulo, na presença do presidente Lula. O intercâmbio objetiva compartilhar experiências na organização de grandes eventos, como os Jogos Olímpicos de Londres em 2012, e a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Brown afirmou que a Associação de Futebol da Inglaterra e a Confederação Brasileira de Futebol estabelecerão diálogo para o intercâmbio de experiências sobre o esporte e, eventualmente, criarem uma escola de árbitros no Brasil.

Esse fato mostra como o esporte é uma atividade relevante, rentável e gera interesse de pessoas de todas as idades e classes sociais, inclusive de muitas autoridades.
Clubes como o Manchester United, o Chelsea e o Arsenal, da Inglaterra de Gordon Brown, faturam bilhões com uma competente exploração de suas poderosas marcas e os recursos provenientes de estádios lotados.
Uma pena que muitos dirigentes brasileiros ainda não tenham percebido o potencial de seus clubes. No entanto, na avaliação de vários especialistas, o espaço dos “amadores” será reduzido pela crescente exigência do mercado. A profissionalização do esporte será ampliada e abrirá espaço para quem deseja trilhar uma carreira de sucesso, com uma postura ética e competente.
Será que isso vai demorar muito? Quanto tempo os clubes brasileiros ainda resistem?

domingo, 22 de março de 2009

A chave do sucesso não é segredo


A conquista de um título por um clube é consequência de um trabalho profissional. E o início de tudo é um Centro de Treinamento bem estruturado. Esse pensamento vale para todos os esportes. No entanto, a expressão CT ganhou mais força no futebol, por ser reconhecidamente o esporte mais popular do mundo.A Europa possui clubes com uma estrutura invejável. Os mais conhecidos são Milan, Manchester United, Chelsea, Barcelona, Arseal e Real Madri.São Paulo e Cruzeiro são exemplos brasileiros. Centros de Treinamento como o da Barra Funda e da Toca da Raposa são muito bem estruturados.O CT do São Paulo, inaugurado em 1988, na Av. Marquês de São Vicente, é classificado como de excelência em desenvolvimento de atletas. São três campos oficiais e outros dois menores para treinamentos táticos e de goleiros, com arquibancadas, vestiários, alojamentos, refeitórios, área para a imprensa, além de um núcleo de Reabilitação Esportiva, Fisioterápica e Fisiológica que é considerado um dos mais modernos de um clube de futebol da América do Sul.A Toca da Raposa, inaugurada em 1973, é um espaço pioneiro, sendo o primeiro Centro de Treinamento projetado para a concentração de um time no Brasil. Fica na Av. Otacílio Negrão de Lima, 7.100, Pampulha, e cuida das divisões de base do clube mineiro, com uma estrutura equivalente a do São Paulo. E a Toca da Raposa II, também na Pampulha, é destinada ao futebol profissional, com quatro campos de futebol, vestiários, restaurantes, escritórios administrativos, sala de imprensa, um moderno departamento médico e um Centro Avançado de Reabilitação Esportiva, espaço destinado ao desenvolvimento de atividades de prevenção de lesões.Esses clubes são exemplos de sucesso no Brasil.E o Flamengo? Com seus mais de 32 milhões de torcedores? Deve nada menos que R$400 milhões; que dirá ter um CT! Como transformar a paixão dos torcedores em recursos?Clubes como o Vasco, Botafogo e Fluminense também enfrentam grandes dificuldades, mas as diretorias mostram sinais de recuperação. Para estes, há alguma esperança de dias melhores. Já no Flamengo, faltando oito meses para a eleição, o cenário é lamentável.

Fifa Master


O seminário Fifa Master, realizado no último sábado, dia 14, no Rio, reuniu dirigentes de futebol, jornalistas e especialistas na área para discutir os rumos do futebol no mundo e a organização da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.O evento, que aconteceu na Academia Brasileira de Letras, contou com a abertura do presidente de honra da Fifa, João Havelange, de 92 anos. Ele falou para uma platéia de 250 pessoas sobre a importância de uma administração competente em federações e clubes para uma verdadeira evolução do esporte no Brasil.Havelange afirmou que o futebol não sofreu com os impactos da crise financeira e deverá ser uma das poucas áreas que não sentirá os efeitos dessa turbulência internacional. Ele foi homenageado pela Associação de ex-alunos do mestrado Fifa Master em reconhecimento por seu trabalho em favor do esporte. Inclusive, a idéia da realização do encontro foi da Associação de ex-alunos do mestrado Fifa Master e, motivado pela vontade de seus integrantes de dividir as experiências com outros especialistas e a sociedade.O mestrado Fifa Master completou 10 anos e tem como foco o empreendedorismo, a gestão de megaeventos, a discussão de novos modelos de investimento e gestão no futebol, além de estratégias de marketing esportivo.Pedro Trengrouse, um dos organizadores do Fifa Master, assessor jurídico da presidência do Flamengo e consultor da ONU para assuntos da Copa do Mundo de 2014, destacou que o evento não teve como objetivo somente falar sobre o Mundial no Brasil, mas orientar as pessoas que desejam trabalhar com o esporte.Também participaram do encontro, Carlos Eduardo Ferreira, diretor da Golden Goal Sports Ventures, representante do Milan no Brasil e Andrés Cardenas, do comitê de candidatura Rio 2016 para os Jogos Olímpicos. Assim como Pedro Trengrouse, eles são ex-alunos do FIFA Master.A tendência é que eventos semelhantes ao Fifa Master, promovidos por outras entidades ligadas ao esporte, se multipliquem pelo Brasil e mundo a fora a medida que a Copa do Mundo se aproxima. Além disso, existe um nicho em aberto relacionado à gestão esportiva. Como comentado no primeiro texto deste Blog (“Transformando paixão em recursos”), há uma necessidade real de formação de profissionais especializados para administrar os clubes brasileiros (principalmente os cariocas, diga-se de passagem).
Há previsão de que até 2014 serão criados mais de 100 mil empregos devido ao enorme evento que é a Copa do Mundo no Brasil. E existem poucos profissionais realmente qualificados para os cargos que surgirão.
Com tudo o que foi exposto, fica aí o recado de que fazer crescer a gestão no esporte é direcionar a visão para o futuro, como a Fifa é mestre em fazê-lo, mas talvez isso não seja só para os clubes ... quem sabe passe a ser um novo rumo pessoal/profissional distante da crise econômica mundial?!