quinta-feira, 19 de março de 2009

Sonhando com a Máquina Tricolor


Os gols marcados pelo atacante Fred, as boas atuações de Thiago Neves e Conca e as vitórias conquistadas no Campeonato Carioca pelo Fluminense, agora comandado pelo tetracampeão mundial, Carlos Alberto Parreira, provocaram lembranças da famosa "Máquina Tricolor" nos mais afoitos e fanáticos torcedores. Exagero! Não dá para comparar esses nossos “times” nacionais com aquela constelação de craques. Nem os considerados melhores, como São Paulo, Cruzeiro, Palmeiras e Internacional.


A Máquina Tricolor era uma verdadeira Seleção Brasileira (com titulares e reservas) que teve seu auge nos anos de 1975 e 1976. Nomes como Rivelino, Carlos Alberto Torres, Doval, Mário Sérgio, Zé Mário, Paulo César Caju, Félix, Dirceu, Marco Antônio, Manfrini, Edinho, Gil e Pintinho. Conclusão: bicampeão carioca, numa competição bastante disputada, organizada, com muitos craques e estádios lotados (Dá para imaginar?). Uma época em que a torcida tricolor tinha como grito de guerra: “É covardia! É covardia! Rivelino, Paulo César e companhia!”.


Mas, nada disso seria possível sem a gestão criativa e ousada do presidente Francisco Horta. Eleito em 1975, ele contratou Rivelino, na época o melhor jogador do Brasil, ao Corinthians; adquiriu o craque Paulo César Caju, do poderoso clube francês Olympique de Marselha; e o capitão do Tri, Carlos Alberto Torres, ao Santos. Não satisfeito, Horta criou o “troca-troca” no futebol carioca, trazendo do Flamengo, o craque argentino Doval, o goleiro Renato e o lateral Rodrigues Neto.


Infelizmente esse verdadeiro esquadrão tricolor não venceu nenhum campeonato brasileiro, nem mundial, mas encantou a todos os amantes do bom futebol no Brasil e no exterior, em vitórias memoráveis, como nos torneios de Paris e Viña Del Mar, no Chile. Não é justo que um time dessa categoria seja lembrado pela derrota para o Corinthians, no Campeonato Brasileiro de 1976, num Maracanã “invadido” pela Fiel.